O boletim epidemiológico 01/2010 da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado ontem, traz a relação de cinco mortes confirmadas pela nova gripe neste ano. No total são 373 casos confirmados em 2010. No ano passado, foram registrados mais de 56 mil casos, com 290 óbitos. As mortes foram verificadas na Região Metropolitana (1), nas regiões de Ponta Grossa (1), Pato Branco (1) e Maringá (2).
Neste ano, a distribuição de casos coloca a regional de Maringá como a mais problemática, com 90 exames positivos para a nova gripe, seguido da Grande Curitiba, com 84, e Londrina, que contabiliza 83. O Norte do Estado sozinho tem mais da metade dos casos no Estado. São 205 confirmados. A vacinação nacional contra a doença começa na próxima segunda-feira.
Comparando aos números disponíveis nos boletins divulgados — foram 82 no total — o Paraná registrou no ano passado a quase 57 mil casos positivos no Estado, com cerca de 290 mortes. A proporção dá uma morte a quase 200 casos positivos. Os números deste ano mostram uma morte a cada 74,6 casos positivos verificados. Apesar de parecer trágico, ainda é prematuro afirmar que a letalidade esteja maior. O que os números indicam é que o vírus mantém a sua circulação no Estado, portanto é preciso manter o alerta.
Campanha — A primeira etapa da campanha de vacinação contra a nova gripe começa na próxima segunda-feira. Profissionais de saúde da linha de frente no atendimento à população e indígenas serão os primeiros a serem vacinados na primeira etapa da campanha que vai até o dia 19 de março. Depois será a vez de gestantes, doentes crônicos e crianças de seis meses a dois anos.
“O primeiro lote de vacinas, com 167 mil doses, já foi encaminhado para os municípios que vão imunizar os grupos específicos de cada etapa da campanha”, explica o secretário da Saúde, Gilberto Martin. A expectativa é de que ao final da campanha de vacinação, prevista para o dia 21 de maio, mais de 5 milhões de pessoas estejam vacinadas.
Nesta primeira fase a vacinação, será feita na forma de busca ativa, ou seja, com os profissionais de saúde em busca dos públicos alvos, em hospitais e unidades de saúde para os profissionais de saúde e nas aldeias, no caso da população indígena. A partir da próxima etapa, a população terá a disposição vacina nas duas mil unidades básicas de saúde de todo o Estado, além de postos móveis que podem ser organizados pelos municípios. Todo o andamento será sustentado com base nos sistemas já utilizados por outras campanhas de imunização, como a contra a poliomielite e também da rubéola.
Fonte: Bem Paraná
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